Biomecânica da corrida na areia – corra corretamente e eficaz


areiaNeste tópico vou abordar a diferença entre superfícies na ativação muscular e biomecânica da corrida.
Quanto maior a rigidez nas superfícies, maior é o impacto causado, por isso o asfalto provoca maior impacto que a grama e areia(fofa e dura). O recomendado em nível de educativos e ordem seria a utilização de superfícies menos rígidas como a grama e a areia dura, para depois areia fofa(pela relação da dificuldade e maior apelo muscular e instabilidade,necessita de maior preparação muscular prévia) e asfalto.
Ao correr na areia, mudamos a biomecânica de nossa corrida – quanto mais fofa, maior será essa alteração na biomecânica da passada - passamos a usar mais a parte anterior do pé em relação à corrida no asfalto, grama e areia mais dura(a próxima da agua da praia), o que faz então mais sobrecarga nos músculos do membro inferior, principalmente a panturrilha; isso ocorre porque durante a corrida na "areia fofa", a aterrissagem aumenta o tempo de contato do pé no solo, permitindo uma maior distribuição das forças atuantes nos pés e tornozelos; portanto,não tenta correr igualzinho de como você corre no asfalto ou esteira.
Apesar o impacto ser menor na areia em relação ao asfalto, deve-se atentar que a ativação musculação é maior, como explicado anteriormente, e portanto, não é indicada para iniciantes e sedentários, porque as forças atuantes sobre os músculos da panturrilha e o tendão calcâneo durante as fases de aterrissagem e impulso podem ser significantemente elevadas e propiciar o aparecimento de lesões, fascite plantar é uma das lesões mais comumente encontradas em praticantes de corrida em areia fofa, e principalmente que treinam com maior intensidade desproporcional a sua preparação física e muscular prévia; outro ponto a atentar é justamente a instabilidade dessa superfície que pode também propiciar lesões em indivíduos que não estejam preparados para tal, em contrapartida, pode ser muito benéfica para trabalho de propriocepção e equilíbrio e melhora da estabilidade diminuindo o risco de entorses por exemplo, apenas nos indivíduos previamente treinados, os demais, provavelmente ao invés de se beneficiarem, terão suas chances de lesão aumentadas.
OBS: Não treinem descalços, porque existem diversos objetos frutos de "lixos" dos sujeitos não-educados, materiais esses cortantes que podem promover infecções e cortes; além disso a articulação do pé fica ainda mais exposta e com maior instabilidade - o tênis ajuda a atenuar essa instabilidade da superfície - o risco de entorses e fascite plantar também se torna mais propício!
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