Stress x exercício físico

O mundo moderno, em que as pessoas realizam multi-tarefas e vivem em um maior corre-corre, onde tempo é dinheiro, é um ambiente muito favorável ao aumento do estresse em nível crônico pelos constantes e diários estímulos e exigências de uma vida mais agitada, o que é muito perigoso para a saúde da população mundial.

Para os mais estressados adeptos de medicamentos, os médicos prescrevem tranqüilizantes, antidepressivos e hipnóticos que agem apenas em parte do problema, na conseqüência e não na causa.

Embora o stress tenha uma fama ruim, em níveis normais é um estímulo para o organismo a realizar tarefas que exijam um maior grau de esforço e inteligência e tem a função de nos estimular a crescer como pessoa quando proporcionando motivação para enfrentar situações de emergência, uma avaliação ou competição; segundo Nahas (2001) a persistência da situação de stress causa no organismo uma fase, onde são liberados os hormônios glicocorticóides (cortisona, cortisol e corticosterona), que em doses adequadas estimulam o centro nervoso da memória e da aprendizagem; entretanto, quando produzidos em grande quantidade, como nos casos de stress crônico, são prejudiciais à saúde, diminuindo a ação do sistema imunológico e tornando o organismo mais vulnerável a infecções; a grande questão é: qual medida correta que devemos deixar o estresse nos afetar?

Um dos sintomas mais frequentes é a tensão muscular, em decorrência de posturas incorretas e irritabilidade. A habilidade em saber lidar com situações estressantes reduz o risco de desenvolver uma barriga protuberante e que por sua vez reduz o risco de diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, etc. Isto pode ser explicado em virtude de o estresse aumentar a produção do hormônio cortisol que produz acúmulo de gordura na região abdominal, além de promover a necessidade de comer doces (fonte de carboidratos) depois de uma situação estressante. O cortisol tem sua liberação influenciada pelo adrenocorticotropina e algumas das suas principais ações compreendem: a adaptação ao estresse; diminuição das reações imunológicas, por provocar diminuição no número de leucócitos; a gliconeogênese (produção de glicose através da degradação de proteína e gordura) que em maior grau gera catabolismo protéico para a liberação de aminoácidos para serem usados em reparação de tecidos, o que lentifica o metabolismo pela diminuição da massa magra podendo por conseqüência gerar um sobrepeso (BERNE & LEVY, 1996; GUYTON & HALL, 1998). Você que anda muito estressado atenção: o estado de estresse crônico e duradouro pode levar à diminuição da libido, resistência à insulina (pré-diabetes) impacto no colesterol, pressão arterial, aumento dos triglicérides e até infertilidade!

Berger (1996) propõe que o exercício físico, para a melhoria do humor, deve ser agradável, realizado de forma regular, de caráter aeróbio, não competitivo, de intensidade moderada e com duração de 20 a 40min, em treino progressivo e controlado (Araujo, Mello,M & Leite, 2007). Segundo Godoy (2000) o exercício físico possibilita a redução da ansiedade e depressão, melhora o auto-conhecimento, a auto-estima, a auto-imagem, melhora a sensação de bem-estar e humor e aumenta a capacidade de lidar com os fatores psicossociais do estresse e diminui o estado de tensão. Por conta de todos os benefícios citados, diminui gradativamente os remédios até substitui-los completamente em casos onde há uso de medicação para distúrbios relacionados ao estresse.

Quer aliviar o estress?Vá fazer exercícios!! Procure orientação de um profissional de Educação física!

 

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" Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta vitória que vence o mundo: a nossa fé." ( 1Jo 5:4)

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