O metabolismo do álcool : bebida alcoólica e seus efeitos no corpo

     Para que haja emagrecimento,ou seja, perda de gordura corporal, é primordial que haja uma alimentação balanceada que supra todas as necessidades energéticas do nosso organismo aliada a prática de exercício físico. Apesar de muitas pessoas que fazem algum tipo de exercício físico terem esse conhecimento, parece difícil conciliar alimentação saudável com a vida social e o mais recorrente é a escapada da dieta no final de semana, sair com os amigos para um barzinho, por exemplo, costuma ser a principal burlada nos hábitos saudáveis obedecidos durante a semana. O que não se sabe é que o álcool é um vilão terrível para nosso corpo e atrapalha em muito nossa jornada para um corpo e vida saudável. Neste artigo irei detalhar o metabolismo do álcool e provar para você que sair com amigos pode ser divertido mesmo sendo saudável, um suco é até mais saboroso,alguém discorda?

O meio ambiente pode influenciar o funcionamento do nosso organismo de várias formas, desde a alteração de funções fisiológicas, das quais geralmente não nos damos conta, até alterações na nossa percepção sensorial e estado de ânimo. Por exemplo, nas grandes festas que se estendem por longas horas como raves, por exemplo, o consumo de álcool e bebidas estimulantes, como os “energéticos”, chega a níveis alarmantes e a mistura destas duas substâncias pode trazer consequências devastadoras para o organismo humano. O consumo de energético junto com o álcool reduz o efeito deste, uma vez que o estimulante diminui o efeito depressor do álcool sobre o sistema nervoso. Esta ação dos energéticos reduz a percepção da embriaguez, e leva as pessoas a ingerir mais álcool, as quais não se dão conta dos riscos envolvidos. Uma superdosagem desta substância aumenta a frequência cardiorrespiratória e pode provocar irritação estomacal e intestinal. O que a princípio é euforia e excitação, pode transformar-se em tontura e desmaio. O Álcool é depressor do SNC(sistema nervoso central) primeiramente afetando os centros superiores (o que se repercute na fala,
pensamento, cognição e juízo crítico) e posteriormente deprime os centros inferiores
(afetando a respiração, os reflexos, e em casos de intoxicação aguda, podendo levar ate morte).

 Estudos apontam os malefícios causados pelo consumo de bebidas alcoólicas antes, durante ou após a prática esportiva. Dentre esses efeitos adversos, podemos citar:

  • O álcool estimula a diurese, ou seja, ao invés de reidratar o indivíduo(o que seria o necessário na prática de atividade física), agiria desidratando ainda mais
  • É absorvido rapidamente pelo corpo e perturba/dificulta o metabolismo e a capacidade em restabelecer a glicemia (presença de açúcar no sangue)
  • Diminui a massa magra por elevar o nível de hormônio cortisol (hormônio do catabolismo), diminui os níveis de testosterona(hormônio também responsável pelo aumento de massa magra) e causa deficiência de vitaminas B1, B2, B6, B12 e C. Vitaminas de extrema importância para aqueles que procuram aumento de massa muscular.
  • O valor calórico da cerveja (altamente calórica,7Kcal por grama) não é aproveitado pelo organismo na forma de glicose, não fornecendo combustível para as células do corpo.
  • Alteração do metabolismo dos lipídeos, favorecendo ao acúmulo da gordura na região visceral.

Doses elevadas podem causar prejuízo no desempenho atlético de uma forma geral, por um período de tempo aumentado. O consumo “moderado”, ou dosagem recomendada por alguns autores de estudos é de 3 copos de 200mL de cerveja para homens e 2 copos de 200mL para mulheres.

 

Mesmo bem alimentado, o organismo alcoolizado não consegue absorver bem os componentes dos alimentos, através do intestino delgado — principalmente as vitaminas B1, B6, B3 e o ácido fólico. Isso faz com que a pessoa tenha falta de apetite, e essa deficiência alimentar provoca reações danosas, causadas também pela queda acentuada de potássio, magnésio, cálcio, zinco e fósforo. Estudos recentes também comprovam que o álcool diminuiria os níveis de testosterona do corpo

 

Segundo Dr. João Pinheiro (CRMSP 74184 - Fisiologia Hormonal e Esportiva /Nutrição Esportiva):

“Teses e estudos recentes comprovam que o álcool é hiper-estrogênico, ou seja, nas mulheres, faz seu fígado produzir muito hormônio feminino (estradiol/estrona), e nos homens, esse efeito silencioso é refletido na inibição dos receptores da testosterona no tecido muscular e hipotálamo. Neste último, os danos são ainda mais graves. Eles malham e a fibra somente fica “inchada”, a força não vem, a fadiga e a agressividade aumentam, libido e ereção diminuem cada vez mais.”

O processo para depurar o sangue é demorado e é função do fígado. Quando o consumo é diário e elevado, as células do fígado começam a acumular gordura, podendo ocorrer inflamação e destruição das células, resultando em uma hepatite alcoólica que pode desencadear a cirrose hepática. Esta, se não tratada no início, pode levar à morte. Nosso fígado como principal metabolizador do álcool, pode ser ajudado e protegido com uma boa hidratação e alimentação rica em elementos que ajudam a desintoxicar o organismo como as brássicas ( brócolis, repolho, couve flor, couve de Bruxelas, couve verde…) agrião, rúcula , acelga não esquecendo dos antioxidantes e carboidratos presentes nas frutas e verduras em geral. Importante evitar a associação de bebidas alcoólicas com alimentos gordurosos, é mais trablho para o fígado!

Portanto, depois de descobrir todos os efeitos negativos sobre o corpo, evite ao máximo o consumo de bebidas alcoólicas mesmo durante as saídas e não faça exercício físico após ingerir determinada quantidade de bebida alcoólica!

 

 

 

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" Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta vitória que vence o mundo: a nossa fé." ( 1Jo 5:4)

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